São tantas emoções

6 05 2009

 

Oi gente, sei que estamos em débito aqui, que já faz uma semana desde o ultimo post e que vocês ficam a espera do próximo, assim como eu fico a espera das atualizações dos blogs que sou fã. Eu não vou dizer que falta inspiração, porque até que a dupla anda muito inspirada ultimamente. Não vou dizer que é falta de tempo, pois estaria mentindo, tempo nós temos de sobra. Mas o que realmente não nos tem deixado atualizar o blog em questão, é a tal da formatura. A ansiedade pela tão sonhada colação de grau, tem tirado o sono de muitos formandos, inclusive o meu. Cheguei a sonhar que meu cabelo tinha ficado horrível e que não dava tempo de arrumar. Minha amiga sonha que está tropeçando e caindo, se enrolando nos fios. A outra não sabe como vai entrar com a luz do holofote cegando-a. E por aí vai.

E por mais que esteja tudo certo, sempre parece que está faltando algo. Os detalhes não passam despercebidos. Escolher o brinco foi mais difícil do que escolher o vestido. As preocupações não param e os pensamentos não dão trégua. Cada hora que passa o coração bate mais forte e dá uma mistura de emoções. É felicidade, é ansiedade, é nervosismo, é um sentimento sem nome, mas que aperta o peito. É uma saudade que já toma conta.

Saudades dos amigos, da turma, dos professores, dos corredores, do bar da tia, dos e-mails, das festas. E falando em festa, a nossa última (antes da formatura) foi patrocinada pelo melhor orientador do mundo Paulo Pedroso e pela melhor banca do mundo Márcia Alves, e ainda tivemos a presença de outros mestres como Nicolas Caballero, Mirella Vegini, Túlio Henrique e Diego Moreau (que fez a sua visita de médico no final da festa). É, vai ser difícil conter as lágrimas no dia nove. A saudade aumenta só de lembrar.

festa

E sem mais melancolias, eu terminaria o post com um vídeo da festa, se o nosso amigo youtube permitisse-nos a postagem com a trilha escolhida. Mas tudo bem, resolveremos e postaremos logo mais! Terminarei o post com o vídeo, apesar de a trilha não ser a escolhida pela dupla.

(Eu não sei o motivo de o vídeo não estar aparecendo, então segue o link direto do youtube!)

Anúncios




Um cliente. Uma campanha. Dois formandos.

15 04 2009

 

Há um ano (7ª fase) eu e o Maikon deveríamos escolher o cliente para a campanha de conclusão de curso. E escolher um cliente nessa altura do campeonato onde a única coisa que se ouve é TCC, é quase tão difícil quanto escolher o vestido da formatura. Precisávamos de um cliente acessível, com R$ 200.000,00 de verba, para talvez tornar mais “fácil” essa ultima etapa. Desde o começo pensei no Gesoni Pawlick (aquele que tem a loja no shopping Iguatemi, sabe?), pelo fato de ter contato direto com o cidadão. Conversei com o Maikon, na hora ele adorou a ideia, ficou bem animado, mas logo veio aquele otimismo todo que só ele tem, e disse:

– Será? Será que o Gesoni vai topar? Será que ele vai querer? Acho que ele não vai querer, ele nem anuncia!

Tudo bem. Não respondi, vai que ele não quisesse mesmo. Dias depois Maikon vem falar comigo:

– Kelly, pensei na Nextel!

– Hãn?

– Pra campanha!

– Por que Nextel?

– Porque a tia-da-vizinha-da-cunhada-da-amiga trabalha lá.

Respirei fundo e tratei de mexer meus pauzinhos. Gesoni tinha que aceitar. E aceitou. Fomos lá tirar o briefing, o cliente parecia irreal. Se colocou em total disposição. Então, já tínhamos o cliente, as informações, agora era hora de trabalhar. E trabalhamos. Assim foi o ano inteiro, divididos entre TCC e campanha, conciliando horários, ideias e pensamentos. Correndo atrás de conceito, tema, modelo, cenário, fotógrafo, produção e afins. Cansados. Vimos o trabalho todo chegar ao fim. Entregamos e esperamos ansiosamente a apresentação. Mãos suando, coração acelerado, sangue correndo frio, nossa hora de ir enfrentar a banca formada por Robson Vicentin (que nos aturou o semestre inteiro, acompanhou cada passo, cada mudança, cada stress), Nicolas Caballero (que desde o início adorou nossas ideias) e Diego Moreau (convidado). Apesar do nervosismo que consumia a dupla criadora, tudo ocorreu perfeitamente bem. O resultado não poderia ser melhor. Ou poderia, se além da banca o cliente também gostasse.

Hoje, depois de tanto tempo, fomos no Gesoni apresentar a ele. E o nervosismo bateu de novo, quem sabe até mais do que antes. E tudo ocorreu bem de novo, quem sabe até melhor do que antes. Ele amou. Achou tudo lindo e maravilhoso. E foi extremamente gratificante ouvir suas palavras. E nos sentimos extremamente orgulhosos do nosso “primeiro” filho.

 

cam





Dúvida cruel

13 04 2009

placa

E a gente passa quatro anos na faculdade a fim de encontrar a resposta que todos perguntam: “o que você vai ser quando crescer?”. E você chega lá com uma imensa dúvida, sem saber se é o curso certo, sem saber se vai gostar. E vai conhecendo cada setor do que escolheu, e vai se identificando em várias partes, e vai percebendo pessoas com ideais semelhantes aos seus. E termina o curso com a certeza que fez tudo certo, que aproveitou cada momento. Mas talvez a resposta daquilo que te perguntaram quando era criança, não tenha encontrado.

Não que não tenha gostado, mas talvez por ter gostado de mais. Ter gostado de tudo. Mas na hora de decidir não sabe dizer. Não sabe o que quer. Não sabe como quer. E eu pergunto pra muitos formandos e formados, qual área vão seguir? E eles não sabem. E eu não sei. E admiro aqueles que sabem. Que respondem com convicção, com a certeza de que é aquilo e nada mais.

Eu sei o que eu gosto e sei o que eu não quero. Eles também.

Eu sei que gosto de redação, mas que talvez como planejamento eu tenha mais talento.

Eu sei que ele gosta de direção de arte, mas acredita ser melhor como mídia.

Eu sei que ela gosta de criação, mas se inscreveu numa vaga de atendimento.

Eu sei que ela trabalha de atendimento, mas busca uma vaga na produção.

Eu sei que ela faz administração, ama publicidade e sonha em fazer veterinária.

Eu sei que eu não sei se essa dúvida é comum, mas que fico aliviada em saber que não sou só eu. E sei que quando esse povo todo encontrar a resposta eles vão dar o melhor de si, assim como darei o melhor de mim.





Essa tal de faculdade

7 04 2009

blog

 

E eu cheguei lá, como quem chega numa festa de aniversário sem ser convidada, sem conhecer ninguém, sem conhecer o aniversariante. Cheguei tímida, envergonhada, de cabeça baixa, entrei naquela sala que estava vazia e esperei. Conforme os minutos passavam aquela sala vazia começava a se encher, e o que era enorme se tornou pequeno. Era tanta gente, gente estranha, gente maluca, gente que eu nunca havia visto antes e que eu não imaginava conhecer um dia. Era o meu primeiro dia na faculdade. Ainda lembro bem de como analisei cada pessoa ao entrar. Esse parece ser legal, essa parece ser metida, aquele ali é “filhinho de papai” e por aí vai. E não imaginava como seria bom estar ali. E não imaginava me apegar a tanta gente diferente, de maneiras diferentes, de sentimentos diferentes.

Teve aquela que eu vi chegando junto comigo e não fazia ideia de que poderia ser da minha turma, achei ela meio hippie, usava um lenço no cabelo e uma pasta vermelha. Depois a vi entrando na sala e achei meio tímida, meio cdf, meio na dela. Com o passar do tempo vi que era esforçada, dedicada, responsável e parceira pro que der e vier.

Teve aquele que conheci bem no começo, quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia bem ao lado dele, porque tínhamos personalidades parecidas, porque a gente se dava bem, porque era muito além do que um simples colega de classe. Aquele que mesmo na fossa encontrava motivos de piadas, e riamos durante as madrugadas, porque depois de um dia cansativo era difícil nos manter acordados, e era difícil pensar, e era difícil criar. E mesmo assim, permanecíamos ali, sorrindo querendo chorar, acordados querendo dormir. Me lembro das vezes que quisesse me matar por eu ser detalhista de mais, e das vezes que eu mandei você se ferrar por não ouvir os meus “detalhes”. Mas depois já estava tudo bem, a história já era motivo de risos e a nossa amizade é motivo de alegria.

Teve aquela que chegou no meio do curso, chegou de mansinho e foi se aproximando cada vez mais. E eu fiquei com raiva, ciúmes, ódio mesmo de vê-la ali. Ali do meu lado sem me conhecer, puxando assuntos sem eu querer. Porque era verdade, eu simplesmente não queria dividir a atenção que, até então, era só minha. Eu não queria dividir o braço e o abraço que eram meus. Nós estávamos tão bem assim, não precisávamos de mais uma. Fui egoísta. Mas ela não desistiu, persistiu ficar ali do meu lado. E foi bom. Foi bom porque percebi nela qualidades minhas, porque percebi nela defeitos meus, porque percebi nela uma pessoa extremamente igual a mim. E foi bom. Deixei o egoísmo de lado e construí uma amizade. Aquela que parece que sempre esteve ali, que parece ser de infância mesmo não sendo.

Teve aqueles que conheci por ultimo, esses são um bocado. Parecia que eu estava começando do zero novamente e, ao mesmo tempo, parecia que eu os conhecia há séculos. Acho que de tudo o que vivi lá dentro, esta foi à melhor fase. E eu estava feliz por fazer parte. Tudo se tornava e se torna legal ao lado desse povo todo. Foi sem sombra de dúvidas a minha melhor turma.

Teve aqueles professores calmos, estressados, chatos e que colocam medo. Mas também teve aqueles super legais, que ajudam de mais, que incentivam de mais. Teve aquele que nada estava bom pra ele, pelo simples fato de acreditar no potencial, porque ele conhecia cada um e sabia da capacidade de fazer coisas melhores. Teve aquele que chama todas as meninas de “pequena” e morre de orgulho de seus alunos, e apóia, e quer te ver vencendo, e te conforta, e te mostra o caminho. Teve aquele com espírito de aluno, meio nerd, que é amigo de todo mundo, que dava job toda semana e te colocava a trabalhar. Teve aquele que sabe tudo de agência que mostrava a realidade, contava as histórias mais absurdas e mais legais desse ramo, que passava seu conhecimento, suas experiências em forma de cases e making of. Teve aquele com conhecimento de mercado imbatível, que sabe de cor cada movimento que acontece lá fora, que passa o dia inteiro analisando prateleiras de supermercado e que tem uma tranquilidade absurda enquanto a gente tá quase surtando. 

E eu? Eu me sinto lisonjeada de ter conhecido essa gente doida. De ter aprendido tanto. Eu me sinto lisonjeada de ter ido parar naquele curso por acaso e de ter adorado cada segundo, cada minuto, cada instante lá dentro. Eu me sinto lisonjeada por ter feito valer a pena. E faria tudo novamente só pra conhecer toda essa gente.