Relatos de um sábado à noite

14 09 2009

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Exatamente às 20h de sábado, três amigas resolveram sair. Não muito empolgadas pra pegar uma balada, decidiram ir a um barzinho na região de Coqueiros. Animadas por estarem juntas, elas se divertiram a noite inteira brindando, dando muitas risadas, conversando, cantando e fazendo até origami com flyer. Por volta das 2h deixaram o local. Ainda animadas foram até o estacionamento que ficava atrás do bar, e foi aí que a tortura começou. Do carro se aproximou dois rapazes, as meninas estranharam, pois não eram eles que estavam ali no inicio da noite, mas mesmo assim cogitaram a possibilidade de um revezamento. Doce ilusão. Com uma pistola apontada, a motorista foi convidada a passar para o banco de trás. Uma das meninas foi na frente e tentou uma comunicação, as outras duas atrás tentando não demonstrar o desespero.

Do estacionamento as meninas foram levadas ao Campeche, e cada minuto que passava ficava ainda pior. Os pensamentos negativos não deram espaço para os positivos. As ruas desertas participaram do cenário deste filme. Chegando ao Campeche, a primeira parada foi em uma construção, em volta não se enxergava nada, tudo escuro, as casas próximas nem eram tão próximas assim. Na construção havia cães que começaram a latir ao ver o movimento e, por um momento, as meninas imaginaram ver o primeiro disparo da noite quando um dos rapazes apontou a arma para os cães, mas por sorte ele desistiu e achou melhor levá-las a outro lugar. No entra e sai de ruas depararam com uma lagoa na frente e, por incrível que pareça, o motorista queria fazer o carro flutuar sobre ela.  Orientado por uma das meninas que informou que não conseguiriam passar, ele resolveu voltar. Engatou a ré, pisou fundo, arranhou o carro todo nas árvores e uma das rodas traseiras caiu num buraco. As meninas, muito prestativas, empurraram o carro para tirá-lo dali. E olha, não é que elas são bem fortes? Embarcaram todos novamente e continuaram o zig-zag pelas ruas do Campeche, até que avistaram um lugar perfeito. Deserto. Mangue. O pior momento da noite.

Enquanto um deles revistava tudo o que elas tinham nas bolsas e no carro, no lado de fora o outro as vigiava armado. Uma delas, muito otimista, dizia “a gente vai morrer” e por um momento pensou em correr, sorte que estavam todas de mãos dadas e não deixaram que ela fizesse uma besteira dessas. Onde já se viu correr no mangue de bota salto fino? Depois de diagnosticar a pobreza das damas, falaram em colocá-las dentro do carro e por fogo, pois elas tinham visto seus rostos. Mas logo, para a alegria geral da nação, mudaram de idéia. As meninas imploraram para que as deixassem ali, mas nisso eles não concordaram. Falaram em abandoná-las na BR, mas lá seria muito mais difícil para elas. Assim, a co-pilota fez o seu brilhante papel e sugeriu que as deixassem no terminal. E não é que eles aceitaram a sugestão?! E foram tão legais que ainda deram um passe para cada uma. Se não fosse trágico, seria cômico. Por sorte, nada de mais aconteceu.

As meninas foram muito espertas, uma conseguiu guardar o celular, a outra resgatou sua carteira e óculos, sem contar os cartões de crédito que eles também devolveram quando elas disseram que estavam bloqueados. As três em estado de choque e paralisadas, não conseguiam nem chorar. Chegando ao terminal, às 4h30min, ligaram para um amigo militar que já encaminhou uma viatura e as levou à delegacia, onde só foram liberadas às 7h. O que era para ser uma noite tranqüila se tornou um pesadelo. Eles foram amadores e elas corajosas.

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Nada a Declarar

27 08 2009

escrever

Hoje eu não vou escrever. Estou tão cansada que não consigo pensar em mais nada que não seja ver a novela e dormir. Não, não tenho nada de novo pra contar além do que já foi dito e escrito aqui. As dores e os amores e lá vai choradeira, vocês já conhecem de cor. Talvez eu ande no meu inferno astral e não esteja muito sociável ultimamente. As idéias loucas também resolveram me abandonar e já faz algum tempo, falaram que era só por alguns meses, pra eu poder descansar todo stress de final de curso. Mas até agora não voltaram. E eu tenho um pouco de medo, pois dependo delas pra sobreviver, tomara que elas leiam isso e voltem, pelo menos, para me dar alguma satisfação. Mas eu não quero falar sobre isso, ok?

Hoje eu estou decidida, não vou escrever. Não tenho idéias, nem inspiração. Também não quero escrever aqueles textos sentimentais que toda mulher adora, apesar de ter todos os motivos pra escrever um desses. Por isso vou ficar quietinha aqui, sem dizer nada. Mesmo me achando estranha assim. Eu que falo pelos cotovelos, não quero falar. Será que estou ficando doente? Isso pode explicar a minha dor de garganta. Mas, tudo bem. Vou ficar aqui em silêncio e logo vai passar. E antes que vocês fiquem tristes porque eu não comentei em seus blogs, me desculpem, é que eu ando tão exausta que não consegui escrever lá também. Mas eu li. Tudo e todos. Pode acreditar. Mas é que hoje eu não quero falar. Só hoje.





Sobre Mulheres

12 08 2009

mulher

Ah, as mulheres. Aquele bicho que sangra todo mês e não morre. Que já foi tão cantada em verso e prosa. Que já foi tão embalada em bossa nova. Que ainda é a mais linda das rosas. Chega de rimas porque na verdade nem tudo são flores. Nem dores. Nem amores. A verdade é que o papel de ser mulher não é nada fácil. É uma vida agitada, pode acreditar. Experiência própria.

Tudo começa pela manhã. Ter que acordar uma hora mais cedo porque arrumar o cabelo requer alguns cuidados. Lavar, tirar aquela espuma que parece que não vai sair nunca, passar o condicionador, desembaraçar tudo, ficar apavorada com o tanto de cabelo que sai em suas mãos e ter a certeza que daqui a dois meses não os terá mais. Depois secar, passa creme pra pentear, modelador de cachos e o diabo a quatro que a deixe apresentável. As de cabelos lisos apelam para mais meia hora no secador porque, convenhamos, nenhum liso é escorrido naturalmente. Se der tempo seca a franja, se não der, aproveita que o arco tá na moda. Ou vai de tic-tac, presilhas e afins. Já cansada desse ritual, você imagina como é bom ser homem. O único esforço que tem é de fazer um moicano ou um topete. Se não quiser arrumar não precisa, coloca um boné e fica tudo bem. Que raiva.

Aí vem a parte de escolher o que vai vestir. Aquela cena clássica de abrir o guarda-roupa, parar em pé na frente, olhar aquele monte de coisas lá dentro e exclamar “não tenho roupa!”. E não tem mesmo. Começa a tirar tudo, calças, blusas, jaquetas, casacos, vestidos. Nada fica bom. A calça legal não combina com a blusa legal e a jaqueta ou o casaco, não combina com absolutamente nada. Depois de provar todas as roupas encontra uma que não é lá uma Brastemp, mas que dá pro gasto. E mais uma vez pensa em como é bom ser homem. A única preocupação é escolher a estampa da camiseta, porque a calça é jeans e ponto.

Aí você percebe que acordou uma hora mais cedo e já está quase atrasada pra sair. Mas ainda falta escolher o sapato. O que é bonito, não é confortável. E vice-versa. E se existir algum bonito e confortável, com certeza não combina com a roupa que você escolheu. Respira fundo e pega aquele menos pior, mesmo sabendo que vai sofrer o dia inteiro. E pensa que tudo o que queria agora era poder usar um tênis. E fica indignada porque os homens podem e usam tênis todos os dias.

O ônibus está prestes a passar e você nem escolheu os brincos, muito menos passou a maquiagem. Homens não precisam de brincos nem maquiagem. Aí você fica irritada porque acordou uma hora mais cedo e mesmo assim se atrasa. Imagina nos dias de TPM. Ah, homens também não tem TPM. Ódio.





Coisa Estranha

7 08 2009

sentidos

Esses dias meu pai perguntou a minha mãe se ela sentia essa coisa estranha. Essa coisa de pensar, mentalizar e sentir no coração. Sentir forte. Sentir uma vontade de se entregar por inteiro e de ser mais feliz. Sentir uma coisa que não se pode explicar. E eu fiquei pensando nisso, nas nossas fracassadas tentativas de sempre tentar descrever sentimentos. Quando na verdade só precisamos sentir. E eu achei engraçada a maneira que meu pai falou, do poder que nossa mente tem sobre nós. Nossa mente que é literalmente tão pequena comparada ao restante do corpo. Mas basta pensar em alguma coisa, que as respostas do organismo são nitidamente sentidas.

Encontrar determinada pessoa na rua é capaz de fazer o coração disparar. Ele bate tão forte que parece uma bateria de escola de samba, parece que a outra pessoa é capaz de ouvir esse tambor que tem dentro de você. Tudo isso porque, de alguma forma, essa pessoa está posicionada em sua cabeça. Acredito que seja de uma forma boa. E, lembrar de alguma coisa que essa pessoa fez é motivo pra te fazer sorrir o dia inteiro.

Uma ligação inesperada tem a força de um terremoto, parece que o corpo não obedece mais aos seus comandos, o pensamento voa e logo o corpo treme, depois as tentativas de falar  são em vão, porque a voz não sai. Justo você que sempre foi tão tagarela. Um simples e-mail pode te fazer sentir aqueles calafrios que parece ter uma geladeira bem no meio do seu peito, bombeando sangue numa temperatura de -5ºC para todos os lados. Assim como um olhar pode te deixar tão quente, que você chega a perceber seu rosto em chamas, aí todo mundo te olha e diz “não precisa ficar vermelha”, tá bom gente, eu sei que não precisa, não é que eu queira, é que acontece. E você eu não sei, mas eu fico ainda mais vermelha quando falam. Vermelha de raiva.

Às vezes, você lembra daquela pessoa. Dos momentos. Das coisas que viveu. E dá uma saudade, um aperto no peito. Como se tivesse alguém ali, sem dó nem piedade, apertando seu coração com as duas mãos. Mas como sentimos no peito se pensamos na cabeça? Do mesmo jeito que apertamos o botão na parede e a luz acende no teto. Você não precisa tentar entender, muito menos tentar explicar como o eletricista fez. A luz acende, e isso basta.





Coração gelado

27 07 2009

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Os dias andam tão frios ultimamente. E não há nada pior do que olhar pela janela e ver tudo assim, tão cinza. Ver tudo assim, tão frio. Eu ando tão fria ultimamente, mais do que esse tempo que deixa minhas mãos geladas e sem circulação. Mais do que esse tempo que me dá vontade de ficar quietinha na cama esperando o verão chegar. Mais do que esse inverno que me faz lembrar tantas coisas. Tantas coisas que eu queria e deveria esquecer, como se fosse tão simples e tão fácil. Eu finjo que sei jogar esse teu jogo, mas a verdade é que eu não sei. Nunca soube. E mesmo assim me arrisco a jogar sem ler as regras, afinal, a gente joga há tanto tempo que eu já deveria saber de cor.

Deveria saber que devo me manter fria a cada olhar seu, que devo me manter fria toda vez que me liga, que devo me manter fria também nos dias depois que vai embora. E que devo ser cortante, assim como esse vento que bate no meu rosto todos os dias pela manhã, cortante como o gelo que você coloca na sua dose de wisky com guaraná. Eu deveria saber que, nesse jogo, suas faltas são maiores do que os lances certos. Que depois daquele gol o bandeirinha sempre aponta mostrando o impedimento. E que depois de correr tanto dou de cara com um belo pênalti. Eu deveria saber que é hora de te dar um cartão amarelo ou quem sabe te expulsar no segundo tempo. Sim, eu deveria saber. E eu até sei. Mas a verdade é que acabo perdendo o controle do jogo, um jogo que não tem restart. E te deixo ganhar.

E você sorri como se ganhasse um troféu. E sai de campo com a certeza de que vai me ver na próxima partida. E eu vou bem mais preparada do que eu vim até agora. Dessa vez eu li as regras e juro que vou tentar seguir. Aproveitei esse frio para esfriar os sentimentos que insistiam em queimar aqui dentro. Aproveitei esse inverno para congelar meu coração de forma que ele não mais se derreta pra qualquer fogo que aparece.

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P.S Esse texto foi escrito após uma conversa (trocas de experiências) com a Carol Fernandes. 😉





Invisivelmente presente

23 07 2009

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Hoje eu estava lendo os textos da Tati Bernardi e me impressiono com o poder que ela tem de me descrever em todos eles. Mas hoje, especialmente hoje, o texto me dizia que “mulher gosta mesmo é de uma encrenca.” E aquilo ficou na minha mente de tal forma que me fez pensar em todas as encrencas que já me meti na vida e, obviamente, continuo me metendo. E, claro, mais uma vez ela tem razão. Minha vida sempre foi transbordante de momentos bons. E é aí que mora o perigo. Sempre morou. Nesses momentos que eu quero que durem pra sempre e não passam de quinze minutos. Nesses momentos que eu quero que se repitam e não repete. Nesses momentos que eu decido não querer mais e ainda assim levar adiante. Nesses grandes amores que nem são tão grandes assim. Nessas grandes verdades que eu prefiro esconder. Nessas grandes mentiras que eu prefiro viver. E quando eu acho que já deu o que tinha que dar, que já está bom do jeito que está e que eu posso começar a levar uma vida normal, assim como todo mundo leva,  aí que eu me engano.

Me engano como se conseguisse não fazer doer mesmo sabendo que sou tão fraca, me engano como se conseguisse esconder de mim as coisas que eu mesma faço, me engano com tanta cara-de-pau que, muitas vezes, deixo de acreditar em mim e passo a acreditar em você. E me dou inúmeras razões para deixar de me enganar e você não precisa fazer nada para me fazer ficar. E eu fico. Sempre fico. Fico porque tenho a péssima mania de me contentar com pouco, porque tenho o péssimo hábito de não pensar em mim, porque tenho o péssimo costume de me sentir bem assim. E você chega quando quer com esse dom de entender minhas vontades, mesmo que a minha vontade seja não falar contigo agora. E tem o dom de me fazer sorrir usando as minhas próprias palavras, mesmo que eu as tenha dito prestes a chorar. E tem o dom de ser invisivelmente presente dentro de mim. E vai embora com esse dom de fingir que nada aconteceu, pedindo pra que eu fique bem.

Claro, é muito fácil pedir pra eu ficar bem depois de ver seu telefone tocar milhões de vezes, depois de te ver saindo às pressas e me deixando aqui como sempre faz. Porque na verdade, pedir pra eu ficar bem é só mais uma frase pronta desse seu vocabulário persuasivo que você teima em falar quando se despede. Mesmo sabendo que, pra você, pouco importa se eu vou realmente ficar bem. Depois você volta. Como sempre volta. E por mais que volte com a certeza de que vai ser sempre assim, por mais que eu sempre espere, sempre queira e sempre vá, hoje não foi. Hoje eu broxei com você. E por mais que seja estranho sentir e falar, eu fiquei bem. Uma encrenca sem fim. Ou talvez perto do fim.





Let’s go to party

23 06 2009

Sexta-feira (19-06) rolou no Floripa Music Hall a tão famosa Festa do T.I (trabalho interdisciplinar) da Estácio de Sá. E óbvio que mesmo não sendo mais aluna, compareci. E, assim como eu, mais algumas formadas também compareceram como a Daiane Manoel, Renata Marques, Luana Felisbino e Caroline Fernandes.

Meninas

Tudo começou quando o Professor Pedroso nos chamou para ajudar na entrega dos prêmios, lá fomos nós bem empolgadas e conferimos a lista dos ganhadores em primeira mão. Assim, ficamos de assistentes de palco durante toda a premiação, desgrudando os troféus, entregando para os professores, esmagando os dedos, lembrando o Diego Moreau de falar o nome de quem ia entregar e etc.

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E qual não foi a nossa surpresa quando finalmente conhecemos o reitor Ary (sim, depois de quatro anos, depois de formadas, conhecemos o reitor da faculdade, aquele que deu o bolo na nossa formatura e bagunçou todo o juramento da Luana. Haha).

Mas, vamos ao que interessa. Na 8ª fase tem duas pessoas que eu e o Maikon gostamos muito, uma delas é a Juliana Pinto Pereira que com a sua dupla Emanuella de Oliveira fizeram uma baita campanha para a Digitro Tecnologia, conquistando prata na campanha de conclusão de curso. É, passamos muito bem a nossa “faixa” de prata.

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E, a outra, é a Cléa Mara de Souza que juntamente com a sua dupla e irmã Clarissa de Souza conquistaram o ouro na campanha feita para Ponta dos Ganchos Exclusive Resort (e falavam que o nosso cliente é que era chique). Uma campanha realmente maravilhosa, na altura do cliente escolhido.

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Mala-direta e Aplicação em roupão e havaianas

Mala-direta e Aplicação em roupão e havaianas

Dando continuação, essa vida de blogueira me fez conhecer uma pessoa super legal que é a Thais Costa, assim que cheguei na festa dei de cara com ela (literalmente), levei um susto e meu cérebro demorou uns 5 segundos para processar a informação de quem era aquela doida que parou na minha frente, pois não a conhecia pessoalmente. O cliente da menina era o Converse (All Star), e eu já tinha visto as peças antes mesmo da entrega (já falei que vou abrir uma empresa de consultoria em TCC e T.I) e pude comprovar o empenho do grupo. E não deu outra, a moça levou pra casa seu primeiro troféu de bronze. Que venha prata e ouro agora.
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E pra finalizar, o vídeo dos formados 2008/2 que era pra ter passado na festa, mas por problemas técnicos não conseguimos mostrar. Turma se formou e ainda quer aparecer, é mole?!