PlayList

28 10 2009

músicamusica

E se vida tem trilha sonora, eu tenho uma discografia na minha. Uma coletânea que vai de pagode a MPB. Música me faz lembrar momentos meus. Momentos com alguém, momentos sem ninguém, momentos de festas ou não. E além de somente momentos, me faz lembrar pessoas. Às vezes não tem nada a ver com a letra da música em si, mas porque alguém me disse que gosta e eu gostei também e sempre que eu ouço, lembro. Ou porque alguém me contou alguma situação com a música e acabei associando. E por aí vai.

E mesmo sabendo de tudo isso, eu nunca tinha parado pra pensar na intensidade da coisa até que uma amiga disse esses dias “acabei de escutar a tua música”, na hora eu não entendi, comecei a rir e perguntei qual era, e ela respondeu “Por onde andei do Nando Reis, sempre me lembro de ti”. Aí eu ri mais ainda, porque essa música me faz lembrar ela também. E o mais incrível é que a gente não sabia, foi pura coincidência.

Depois comecei a lembrar dessas músicas que me falam tanto, que me lembram tanto, que me traz saudade e as que não fazem mais diferença. Lembrei daquela amiga que me mandava mensagem sempre que a nossa música tocava, e isso variava entre duas e três da manhã. Daquela que depois de cantar descontroladamente do meu lado, olhou pra mim e disse “Kelly, não se assusta, mas é que eu amo Dazaranha”. Lembrei de quando pegava carona com um amigo na volta da faculdade e a gente ouvia música de emo, e esses dias comentamos das trilhas Top Caronas e deu uma vontade de fazer tudo de novo. Lembrei da amiga que voltou dos EUA e só cantava low low low do Flo Rida e do ex que mandou uma carta (sim, pelo correio) dizendo que tava ouvindo aquela música que marcou uma época boa.

Tantas épocas boas, tanta história, tantas pessoas. E no lugar do coração começo acreditar que tenho uma vitrola que pulsa aqui dentro, que não sabe apertar o pause, muito menos o stop. Toca mil vezes a mesma música só pra fixar bem na minha mente, só pra me fazer lembrar cada momento, até aqueles que não vale lembrar, até aqueles que nem teve música nenhuma. Mas teve letra, teve locução, teve o roteiro que eu escrevi e o cenário que a gente improvisou. E tem trilha sim. Eu escolhi, ouvi, cantei. Decorei cada acorde. Acorde. Discorde. Tanto faz. Mas tocou e toca todos os dias, assim como ouço e lembro todos os dias. Assim como qualquer música sempre vai me fazer lembrar alguma coisa. Alguém.

Trilha do momento.





Follow Lista de Blogueiros

26 10 2009

lista

Aviso aos navegantes: o pessoal do blog Kiwi com Queijo, teve a brilhante idéia de fazer uma lista com os blogueiros do twitter. O objetivo é facilitar o acesso e a integração do pessoal, colocando todos os blogs em um lugar só. E não deu outra, o sucesso da lista foi tanto, que foi preciso criar uma segunda. Já são mais de 300 cadastrados e muito blog legal por lá. Inclusive o Dupla em Crise.

Não acredita? Clique aqui e veja a lista.

Então, se você é blogueiro, está no twitter, não está na lista, gostaria de estar, mas não sabe como funciona. Eu, como sou uma pessoa muito legal, vou te ensinar #comofas. É só mandar um recado para o @kiwicomqueijo , e pronto!

Simples, rápido e fácil assim.

#vailá





Enfim, Primavera

21 10 2009

primavera

Hoje o dia amanheceu mais colorido, mais cheio de vida.

O céu azul, o sol brilhando, pássaros cantando a alegria de viver.

A chuva passou. A tristeza também. É hora de uma nova estação.

Novos dias, novos momentos, novas escolhas. Um novo alguém.

Lá fora o vento sopra forte e leva embora essa saudade que restou.

Aqui dentro o coração bate mais forte, mas não, não é amor!

É a primavera que chegou trazendo as flores que o inverno levou.

E as cores. E o calor. E a beleza que a gente vê.

Hoje o dia amanheceu melhor, em todos os sentidos.

Sem preocupação, sem ansiedade, sem vontade.

Sem demora, sem espera na janela.

Sem razão, sem acaso, sem caso.

Sem perguntas, sem respostas, sem palavras.

Sem querer, sem saber, sem entender.

Sem ação, sem desculpas, sem falar nada.

Sem nada.

O silêncio se encarregou de tudo. Eu apenas assisti.

E assisto.





A gente se vê por aqui

19 10 2009

Dia 17, mais precisamente ontem, foi dia do Profissional de Propaganda. Essas criaturas que falam tudo nos 30” de um comercial, como esse da Skol que acabou de passar enquanto escrevo. Que criam personagens históricos como o eterno Garoto Bombril. Esses caras que fazem essas musiquinhas fofas do Shampoo Johnson e colocam aquelas crianças lindas dançando e cantando de fralda. Ou aqueles caras que inventam chavões que não é lá uma Brastemp, mas todo mundo usa.

Falando nisso, eles também são capazes de transformar chinelo de pescador em objeto de desejo, as Havaianas sabem bem o que isso significa. E eles conseguem repetir 15 vezes uma frase em menos de um minuto, pra que você fique lembrando o dia inteiro que as anatômicas, só a Ipanema tem. Como se não bastasse, te contaram que Chokito é feito de leite condensado caramelizado com flocos crocantes e coberto com um delicioso chocolate Nestlé. É, e não pára por aí, eles explicaram que com dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim você faz um Big Mc, mas se não quiser, pipoca e guaraná é um programa legal. Uma vez eles comentaram que nada é mais gostoso que um Bubbaloo Banana, e ninguém me tira da cabeça que o cliente participou do brainstorm.

Mas é engraçado como esses caras, profissionais da propaganda, sempre arrumam um jeitinho malandro de falar as coisas. Te fazem rir, chorar, emocionar, pensar, lembrar.  Apaixonar. Foram eles que disseram através da Colombo, que felicidade é deitar no sol. Colocaram um coral pra cantar que toda criança tem uma Estrela dentro do coração. E para os jovens, eles alegaram que liberdade é  uma calça velha, azul e desbotada da Us Top. São tantas campanhas lindas e inesquecíveis que não dá pra citar todas, ainda mais quando se sabe que amanhã novos comerciais brilhantes estarão na telinha, nas ruas, nas rádios e onde mais imaginar.

Eles fazem de tudo pra ficar perto da gente, encaram perfume, cabelo, sapatos,  roupas, barba, carros, amaciante e etc.  Há pouco tempo eles falaram que vida é um grito de gol na RBS, completaram avisando que maltratar as criancinhas é coisa que não se faz, terminaram com a lição que educar é ensinar a pescar.  E por aí vai. E vem, e eles ainda tiveram coragem de no Pão de Açúcar perguntar o que faz você feliz? Dá pra acreditar? É, um dia é pouco pra lembrar de propaganda, mais ainda dos profissionais.

Fica aqui um vídeo bem legal “Despedida de um publicitário”. Vale a pena ver.





Hoje é o seu dia, que dia mais feliz!

11 10 2009

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Eu passei a semana inteira pensando o que eu poderia escrever hoje. Passei o dia inteiro tentando buscar palavras pra demonstrar tanto sentimento em pouco espaço. Mas a única coisa que me vinha à cabeça era: o que dizer quando tudo já foi dito? Sim, já foi. Em cinco anos já falei em MSN, fotolog, depoimento no Orkut, scrap no Orkut, comentário de foto no Orkut, telefone, SMS e até mesmo aqui, no blog. Mas ao mesmo tempo, hoje é um daqueles dias que a gente faz retrospectiva dos melhores momentos que passamos juntos, ou seja, de todos os dias em cinco anos, porque cada dia teve seu melhor momento. Eu não vou contar histórias que todo mundo já sabe, mas vou contar o que eu sei. E o que eu sei é que o Maikon merece um prêmio. Quer dizer, muitos prêmios. Afinal, ele me atura há cinco anos e eu tenho certeza que não é fácil. Se nem eu me aturo às vezes, imagina o pobre coitado.

Eu nem sei explicar como foi que ficamos tão grudados. Acho que um dia eu acordei e tava assim. Um dia eu fui pra aula e sentei do lado dele e depois sentei sempre ao lado dele. Um dia a gente fez trabalho juntos e depois fizemos sempre trabalhos juntos. Um dia almoçamos juntos e depois almoçamos sempre juntos. Um dia eu tive que passar pra noite e pra minha sorte, logo ele também passou pra noite. Mas eu falei que não ia contar essa história.

O que eu quero mesmo dizer é que o Maikon me conhece muito mais do que eu mesma. Ele não precisa me perguntar nada, mas sabe tudo. Não precisa falar nada, mas me ouve como ninguém. E como ouve. Eu conto minhas histórias, meus dias, minhas mudanças, minhas decisões, meus planos, minhas idéias, minhas certezas, minhas duvidas e tudo o que eu quiser contar. E às vezes ele duvida de mim. Eu digo que não vou mais fazer mechas no cabelo, ele duvida. Eu digo que não vou sair na sexta, ele duvida. Eu digo que não vou mais escrever sobre amor, ele duvida. Eu digo que dessa vez eu tô falando sério, como se não falasse sempre todas às vezes, e mesmo assim ele duvida. E quando ele duvida me dá uma raiva tremenda, porque quando uma pessoa duvida é porque ela não acredita no que você é capaz de fazer. Mas a verdade é que ele acredita, a verdade é que ele sabe que eu sou capaz de fazer, a verdade é que ele sabe que eu falo por falar em momentos de esgotamento-decepção-stress e depois eu volto atrás. E faço o que disse não fazer. E dou razão pra ele mais uma vez. A verdade é que ele me conhece e ponto. Quem sou eu pra duvidar?

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O Maikon passou no teste de me agüentar na TPM, na fossa, na deprê, na choradeira. Passou no teste de ler meus textos melosos sem criticar essa minha mania de esperar demais, de ser demais, de querer demais, de ser inteira e sempre receber metade. Passou no teste de ouvir mil vezes a mesma coisa, o mesmo caso, outros casos, e mesmo já sabendo o final me deixa falar. E deve ser por isso que, sem querer, era eu que estava lá num dos piores momentos dele. E foi minha vez de dar o ombro, de secar as lágrimas, de chorar junto, de não falar nada, de ouvir tudo, de segurar a mão, de fazer não desistir, de fazer voltar sorrir. Foi a minha vez de passar no teste.

E sem precisar provar nada um pro outro, nem pra ninguém, acabamos provando. Provamos confiança, segurança, cumplicidade, sinceridade. E foi assim que uma amizade nasceu, cresceu e permaneceu. E permanecerá sempre. Foi assim que começou numa sala de aula e foi levada pro mundo, pras ruas, dias, noites, madrugadas, baladas, festas, bares, cinema, teatro, casa. São cinco anos com a intensidade de dez. Sem saber explicar, sem ter que explicar. Hoje é a minha vez de dizer que faria tudo novamente, exatamente igual. Porque assim que deu certo, assim que tinha que ser. Dizer mais uma vez que tenho sorte em te ter como amigo.

Parabéns, Maikon. Toda felicidade que há no mundo é pouco perto de tantas coisas boas que eu te desejo não somente no dia 11 de outubro, mas todos os dias do ano. Eu sei que querias um texto engraçado, e eu até poderia escrever algumas de muitas histórias engraçadas que a gente tem, mas eu quis falar de sentimento porque quando eu achei que tudo já havia sido dito, percebi que ainda tinha muito pra dizer.

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De mala e cuia!

9 10 2009

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É tão estranho e ao mesmo tempo tão engraçado como as coisas vão acontecendo e tudo vai se transformando. E tudo vai se encaixando. Lembro que desde criança eu passava pela praça Getúlio Vargas, mais conhecida como a “Praça do Bombeiro”, e aquela casa rosa de esquina sempre me chamou atenção. Anos depois descobri que era uma agência. Anos depois entrei na faculdade. Anos depois tive aula com o redator da agência da casa rosa.

Toda aula era uma história diferente, aquele famoso “aconteceu comigo”. Do atendimento à criação a gente viajava enquanto o professor ia contando as pérolas que presenciava diariamente na correria da agência. Cases, comerciais, making of, jingles e spots exemplificavam a teoria passada em sala. Resumindo, me apaixonei. Não, não foi pelo professor. Mas pelo o que ele fazia, como fazia, onde fazia. Por me mostrar todas as coisas que aconteciam dentro da casa rosa de esquina.

Anos depois me formei. Meses depois, por ironia do destino, olha onde eu vim parar. Bom, se isso não foi muita sorte, o “cara lá de cima” foi muito generoso comigo. Hoje a agência está em clima de mudanças, não foi fácil colocar 47 anos em caixas de papelão, mas a equipe fez um bom trabalho. O povo já tá sentindo saudades antes mesmo de deixar a casa, e o padre deve estar finalmente feliz.

Se você não sabe, reza a lenda (literalmente) que antigamente aqui era uma casa de padres e um deles se matou enforcado na escada lá de cima. Como se não bastasse, dizem que ele assombra a agência todas as noites. Eu nunca vi/ouvi nada, mas tem gente que treme só de lembrar. No embalo da lenda vieram as lembranças. Quantos profissionais já passaram por aqui, quantos começaram aqui, quantas pizzas na madrugada, quanta história pra contar. Quanta coisa pra levar.

É, ultimo dia. Mas o importante é que cheguei a tempo de passar os últimos meses da agência aqui, na casa rosa de esquina. E por mais que mude, como diria Olivetto, “o primeiro a gente nunca esquece”.





Rê-passando

6 10 2009

Minha gente, vamos ao post beneficente da semana. Esse ano tive a alegria de conhecer uma menina super querida, a Renata Oliveira, mais conhecida como Rê (produtora da Propague).

Então, a Rê está na 8ª fase, naquela época deliciosa de TCC, e eu sei bem como é essa batalha. Correr atrás de informações, mandar e-mail, não receber resposta, mandar carta, ligar, fazer sinal de fogo e o que estiver ao alcance para obter um ótimo trabalho.

E a Rê precisa da nossa colaboração agora, olha aí:

Oi, amigos! Tudo bem?

Este semestre estou elaborando a minha monografia e nela faço um paralelo entre a obra literária e cinematográfica Pixote, a lei do mais fraco.
No dia 24/10/09 tenho um encontro marcado com o roteirista do filme, Jorge Durán, no Rio de Janeiro. Ele me rê-ceberá para um bate-papo sobre Pixote. Assim poderei explorar melhor a oportunidade desse contato. Ver fotos da produção, ouvir histórias dos bastidores, verificar o que se perdeu (e ganhou) na adaptação da história para o cinema.
Mas para ir até ao Rio preciso de uma ajuda de custo, pois não tenho dinheiro o suficiente para a passagem. Sendo assim, resolvi fazer uma rifa no valor de R$ 5,00 e oferecer aos amigos mais próximos.
Eu poderia estar vendendo pirulito dentro do ônibus da Transol, fazendo colar de arroz na Praça XV, comprando passe em frente ao camelódromo. Ou então, abrir uma franquia daquele rede que comercializa CDs com músicas da Celine Dion e Bryan Adams versão chilena-instrumental.
No entanto, estou pedindo a ajuda dos amigos. Posso contar com vocês?
Em anexo está o flyer de divulgação, contendo mais informações.
A data do sorteio será dia 10/10/2009.
Se cada um comprar um bilhete, conseguirei o necessário para rê-alizar a viagem.
Quem puder e quiser ajudar, mande um e-mail para renattinhaoliveira@yahoo.com.br

Obrigada desde já!
Um beijo!

Flyer Rê

Assim, vamos ajudá-la nesse processo. Lembre que hoje é ela e amanhã pode ser você! (hohoho)