Coisas de Cinema

28 09 2009

cinema

–       Qual é o filme?

–       Não lembro o nome, mas é o único nesse horário.

–       Tá, mas é de quê?

–       É uma mistura de tudo. Uma comédia sem graça, um romance sem amor, um suspense sem tensão, um terror sem morte, um drama sem lágrimas, ação sem ação.

–       Nossa, que doido.

–       Pois, é. Olha, ali tem duas cadeiras.

–       Ali? Mas você sabe que eu gosto de sentar mais no meio, mais atrás. Lá em cima.

–       Por que lá?

–       É que eu gosto de como eu vejo as coisas de lá. Vem.

–       Mas ali era melhor, mais perto da porta. E você não corre o risco de pisar em falso como sempre pisa na hora de descer essas escadas.

–       Senta aqui e pára de reclamar que já vai começar.

–       Olha o papo do cara, tá louco pra pegar a guria.

–       Pelo menos ele é bom com as palavras. Gosto de cara assim, direto e objetivo, querido, cavalheiro, com atitude.

–       É, e ela caiu direitinho.

–       Ah, mas ela não é burra, deve saber com quem tá se metendo, né? Eles se dão bem, ela não quer nada a mais que isso, então não tem porque se arrepender se são felizes assim.

–       Eu acho isso tão estranho. Olha lá, sempre a mesma coisa, o mesmo lugar. Ela não cansa? Tu não cansaria?

–       Eu? Sei lá. Acho que ela gosta. Gosta de estar com ele e gosta dessa liberdade de continuar levando a vida normal, já acostumou.

–       Mesmo assim, acho que eu não conseguiria.

–       O que aconteceu?

–       Aonde?

–       Ali. O som sumiu na melhor parte. Será que estragou?

–       Não, é assim.

–       Como assim?

–       Não tem som mesmo.

–       Não tem? Por quê?

–       Ai, presta atenção lá.

–       Tô prestando, mas não tô entendendo. Eles não se falam mais?

–       É o que parece.

–       Que agonia esse silêncio. Eles não vão fazer nada?

–       Olha lá.

–       Nossa, ela mandou tudo aquilo por e-mail? Ele não vai responder? Por que a tela ficou preta?

–       Vambora?

–       Não. Agora eu quero ver o final, senta aí.

–       Já acabou!

–       Han? Como assim? Que final ridículo é esse?

–       É, também não entendi direito.

–       Tá, mas vai ter continuação? Vai ter o 2?

–       Acho que não. Parece que ele não quer mais gravar.

–       Nossa, que filme tosco.  Uma história sem noção, né? E parecia ser tão bom no começo. Deu até um desânimo. Enfim, me dá uma carona?

–       Claro. Mais alguma coisa?

–       Deixa eu segurar a tua mão? É que eu sempre piso em falso na hora de descer e dessa vez eu tô com medo de cair.

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Aquabol, Fantastic Ball ou Playball?

24 09 2009

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Piscina no meio do shopping? Crianças presas em bolas flutuantes? Muita gente deve estar se perguntando: o que são essas piscinas espalhadas pelos shoppings da cidade, com crianças dentro de bolas gigantes? A resposta é simples: Aquabol, Fantastic ball e Playball. Sim, esses são os nomes das atrações que cada shopping trouxe para antecipar o dia das crianças.

Mas o que essas atrações têm em comum? Quase tudo! Piscinas iguais, bola iguais, crianças gritando quase iguais.

Mas qual a diferença entre as três atrações? A principal diferença é que o Floripa Shopping trouxe juntamente com o Aquabol, o Space Jump que joga as crianças para cima e o Space giro é isso mesmo, aquela roda que gira, ou seja, bem mais legal.

Mas em qual devo ir? Bom, primeiro acho que se você não é criança, não iria pegar bem te ver levando tombos dentro de uma bola flutuante no meio do shopping, mas se você tem irmãos/filhos/primos ou qualquer criança na família, aconselho levá-los no Floripa Shopping.

Mas por que no Floripa Shopping? Já disse, é bem mais legal, seu irmão/filho/primo ou qualquer criança da família poderá se divertir em 3 brinquedos irados, além de tudo o estacionamento é GRATUITO!

 

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O que: Aquabol

Onde: Floripa Shopping

Quando: até 18 de outubro

Valor: Space Jump – R$ 10,00 / por 5 minutos

Aquabol – R$ 10,00/ por 5 minutos

Space Giro – R$ 5,00 / por 3 minutos

  

O que: Fantastic Ball

Onde: Iguatemi Florianópolis

Quando: De 12 de setembro a 31 de outubro

Tempo da diversão: 5 minutos

Participantes: todas as idades até 100 kg

Valor: R$ 10,00

  

O que: Playball

Onde: Beiramar Shopping

Quando: até 18 de outubro

Tempo da diversão: 5 minutos

Valor: R$ 10,00





Mais um a menos

19 09 2009

desapego

É, uma semana se passou. Uma semana agitada, assustada, com insônias e tudo o que se tem direito. Uma semana comentando o mesmo assunto. Uma semana explicando as mesmas coisas. Uma semana respondendo as mesmas perguntas. Uma semana pra pensar. E eu pensei. Muito. Talvez mais do que deveria. Cheguei a conclusões óbvias, me decepcionei com pessoas óbvias e quis não acreditar que era tão óbvio assim.

Tão óbvio quanto saber que são as mesmas pessoas a ligar, os mesmos e-mails a chegar, os mesmos braços a abraçar. Tão óbvio como não precisar assistir a novela pra saber o final, como saber pra quem ligar em momentos de perigo, como segurar a mão na hora da insegurança. E mesmo assim, eu não quis acreditar. Talvez porque eu não sou uma pessoa óbvia, talvez porque eu sempre sou talvez, que o óbvio me surpreende. Talvez porque dessa vez o que era pra ser óbvio, não foi. E eu confirmei o que eu já sabia.

Confirmei que as palavras de carinho se tornam ainda mais lindas quando ditas num momento em que você precisa ouvir. Que a preocupação e a atenção que nos dedicaram nos faz sentir melhor e superar o susto. Confirmei que já estou apta a criar roteiros à La Hitchcock, pois várias pessoas me perguntaram se realmente foi verdade tudo o que escrevi. Mas principalmente, confirmei o óbvio. Confirmei que me importei demais com quem simplesmente não se importa.





Relatos de um sábado à noite

14 09 2009

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Exatamente às 20h de sábado, três amigas resolveram sair. Não muito empolgadas pra pegar uma balada, decidiram ir a um barzinho na região de Coqueiros. Animadas por estarem juntas, elas se divertiram a noite inteira brindando, dando muitas risadas, conversando, cantando e fazendo até origami com flyer. Por volta das 2h deixaram o local. Ainda animadas foram até o estacionamento que ficava atrás do bar, e foi aí que a tortura começou. Do carro se aproximou dois rapazes, as meninas estranharam, pois não eram eles que estavam ali no inicio da noite, mas mesmo assim cogitaram a possibilidade de um revezamento. Doce ilusão. Com uma pistola apontada, a motorista foi convidada a passar para o banco de trás. Uma das meninas foi na frente e tentou uma comunicação, as outras duas atrás tentando não demonstrar o desespero.

Do estacionamento as meninas foram levadas ao Campeche, e cada minuto que passava ficava ainda pior. Os pensamentos negativos não deram espaço para os positivos. As ruas desertas participaram do cenário deste filme. Chegando ao Campeche, a primeira parada foi em uma construção, em volta não se enxergava nada, tudo escuro, as casas próximas nem eram tão próximas assim. Na construção havia cães que começaram a latir ao ver o movimento e, por um momento, as meninas imaginaram ver o primeiro disparo da noite quando um dos rapazes apontou a arma para os cães, mas por sorte ele desistiu e achou melhor levá-las a outro lugar. No entra e sai de ruas depararam com uma lagoa na frente e, por incrível que pareça, o motorista queria fazer o carro flutuar sobre ela.  Orientado por uma das meninas que informou que não conseguiriam passar, ele resolveu voltar. Engatou a ré, pisou fundo, arranhou o carro todo nas árvores e uma das rodas traseiras caiu num buraco. As meninas, muito prestativas, empurraram o carro para tirá-lo dali. E olha, não é que elas são bem fortes? Embarcaram todos novamente e continuaram o zig-zag pelas ruas do Campeche, até que avistaram um lugar perfeito. Deserto. Mangue. O pior momento da noite.

Enquanto um deles revistava tudo o que elas tinham nas bolsas e no carro, no lado de fora o outro as vigiava armado. Uma delas, muito otimista, dizia “a gente vai morrer” e por um momento pensou em correr, sorte que estavam todas de mãos dadas e não deixaram que ela fizesse uma besteira dessas. Onde já se viu correr no mangue de bota salto fino? Depois de diagnosticar a pobreza das damas, falaram em colocá-las dentro do carro e por fogo, pois elas tinham visto seus rostos. Mas logo, para a alegria geral da nação, mudaram de idéia. As meninas imploraram para que as deixassem ali, mas nisso eles não concordaram. Falaram em abandoná-las na BR, mas lá seria muito mais difícil para elas. Assim, a co-pilota fez o seu brilhante papel e sugeriu que as deixassem no terminal. E não é que eles aceitaram a sugestão?! E foram tão legais que ainda deram um passe para cada uma. Se não fosse trágico, seria cômico. Por sorte, nada de mais aconteceu.

As meninas foram muito espertas, uma conseguiu guardar o celular, a outra resgatou sua carteira e óculos, sem contar os cartões de crédito que eles também devolveram quando elas disseram que estavam bloqueados. As três em estado de choque e paralisadas, não conseguiam nem chorar. Chegando ao terminal, às 4h30min, ligaram para um amigo militar que já encaminhou uma viatura e as levou à delegacia, onde só foram liberadas às 7h. O que era para ser uma noite tranqüila se tornou um pesadelo. Eles foram amadores e elas corajosas.





Santa Catarina à Mesa

11 09 2009

Para quem ainda não tem programa em uma sexta-feira chuvosa, vai rolar no Shopping Iguatemi o  lançamento do livro “Santa Catarina à Mesa”. Os apreciadores de um bom e velho vinho e os cervejeiros de plantão, não podem perder.

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Scandisk

3 09 2009

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Vamos combinar que daqui pra frente vai ser diferente. Mas vamos deixar algumas coisas iguais, pra não sentir saudades depois. Convenhamos que esse nosso sistema operacional não é dos melhores, mas é o que tem. Contente-se.

Esvazie essa lixeira, se já foi excluído, é porque não serve mais, então deleta pra não correr o risco de ficar olhando vez ou outra. Desinstale alguns programas, aqueles que só ocupam espaço, aqueles que você nem usa mais, aqueles que podem ser substituídos por outros que fazem o mesmo efeito e até melhor. Aquele programa com o gato no sábado a noite, que vai te fazer feliz por duas horas e te deixar na fossa o fim de semana inteiro, substitua por um programa com as amigas, aquelas bem doidas que com certeza não sou só eu que tenho, e que vão te fazer feliz por duas horas, três, quatro, o resto da semana, do mês, da vida. Além do mais, o programa das amigas faz atualização diária, e não precisa se preocupar porque ele não vai parar de funcionar e te deixar na mão quando você mais precisar. Falando nisso, os programas que não funcionam quando você mais precisa, não merecem estar no seu sistema. No lugar, coloque aqueles programas divertidos, que não te deixam com dor de cabeça no dia seguinte.

Para as coisas inacabadas que só carregam e não concluem, às vezes é bom forçar um fim. Dê um ctrl+alt+del, finalizar tarefa. É a melhor solução. Faça backup dos melhores momentos, para não correr o risco de cair no esquecimento ou de um dia perder tudo. O resto é resto. Organize seus arquivos, coloque fotos no lugar de fotos, músicas no lugar de músicas, amor quando for amor, razão pra quando não for.

Configure sua máquina e evite que qualquer um bagunce tudo o que você demorou tanto tempo pra arrumar. Ative o antivírus, reinicie o sistema e volte às atividades. E se ninguém notar que está tudo diferente, não importa. Você notou. E isso basta.