Nada a Declarar

27 08 2009

escrever

Hoje eu não vou escrever. Estou tão cansada que não consigo pensar em mais nada que não seja ver a novela e dormir. Não, não tenho nada de novo pra contar além do que já foi dito e escrito aqui. As dores e os amores e lá vai choradeira, vocês já conhecem de cor. Talvez eu ande no meu inferno astral e não esteja muito sociável ultimamente. As idéias loucas também resolveram me abandonar e já faz algum tempo, falaram que era só por alguns meses, pra eu poder descansar todo stress de final de curso. Mas até agora não voltaram. E eu tenho um pouco de medo, pois dependo delas pra sobreviver, tomara que elas leiam isso e voltem, pelo menos, para me dar alguma satisfação. Mas eu não quero falar sobre isso, ok?

Hoje eu estou decidida, não vou escrever. Não tenho idéias, nem inspiração. Também não quero escrever aqueles textos sentimentais que toda mulher adora, apesar de ter todos os motivos pra escrever um desses. Por isso vou ficar quietinha aqui, sem dizer nada. Mesmo me achando estranha assim. Eu que falo pelos cotovelos, não quero falar. Será que estou ficando doente? Isso pode explicar a minha dor de garganta. Mas, tudo bem. Vou ficar aqui em silêncio e logo vai passar. E antes que vocês fiquem tristes porque eu não comentei em seus blogs, me desculpem, é que eu ando tão exausta que não consegui escrever lá também. Mas eu li. Tudo e todos. Pode acreditar. Mas é que hoje eu não quero falar. Só hoje.





Momento Jabá

21 08 2009

Um post beneficente para quem quiser ir numa festa do bem.

Dica do Bob, quer dizer, do Roberto Costa.

=)

4ª Benefest





Sobre Mulheres

12 08 2009

mulher

Ah, as mulheres. Aquele bicho que sangra todo mês e não morre. Que já foi tão cantada em verso e prosa. Que já foi tão embalada em bossa nova. Que ainda é a mais linda das rosas. Chega de rimas porque na verdade nem tudo são flores. Nem dores. Nem amores. A verdade é que o papel de ser mulher não é nada fácil. É uma vida agitada, pode acreditar. Experiência própria.

Tudo começa pela manhã. Ter que acordar uma hora mais cedo porque arrumar o cabelo requer alguns cuidados. Lavar, tirar aquela espuma que parece que não vai sair nunca, passar o condicionador, desembaraçar tudo, ficar apavorada com o tanto de cabelo que sai em suas mãos e ter a certeza que daqui a dois meses não os terá mais. Depois secar, passa creme pra pentear, modelador de cachos e o diabo a quatro que a deixe apresentável. As de cabelos lisos apelam para mais meia hora no secador porque, convenhamos, nenhum liso é escorrido naturalmente. Se der tempo seca a franja, se não der, aproveita que o arco tá na moda. Ou vai de tic-tac, presilhas e afins. Já cansada desse ritual, você imagina como é bom ser homem. O único esforço que tem é de fazer um moicano ou um topete. Se não quiser arrumar não precisa, coloca um boné e fica tudo bem. Que raiva.

Aí vem a parte de escolher o que vai vestir. Aquela cena clássica de abrir o guarda-roupa, parar em pé na frente, olhar aquele monte de coisas lá dentro e exclamar “não tenho roupa!”. E não tem mesmo. Começa a tirar tudo, calças, blusas, jaquetas, casacos, vestidos. Nada fica bom. A calça legal não combina com a blusa legal e a jaqueta ou o casaco, não combina com absolutamente nada. Depois de provar todas as roupas encontra uma que não é lá uma Brastemp, mas que dá pro gasto. E mais uma vez pensa em como é bom ser homem. A única preocupação é escolher a estampa da camiseta, porque a calça é jeans e ponto.

Aí você percebe que acordou uma hora mais cedo e já está quase atrasada pra sair. Mas ainda falta escolher o sapato. O que é bonito, não é confortável. E vice-versa. E se existir algum bonito e confortável, com certeza não combina com a roupa que você escolheu. Respira fundo e pega aquele menos pior, mesmo sabendo que vai sofrer o dia inteiro. E pensa que tudo o que queria agora era poder usar um tênis. E fica indignada porque os homens podem e usam tênis todos os dias.

O ônibus está prestes a passar e você nem escolheu os brincos, muito menos passou a maquiagem. Homens não precisam de brincos nem maquiagem. Aí você fica irritada porque acordou uma hora mais cedo e mesmo assim se atrasa. Imagina nos dias de TPM. Ah, homens também não tem TPM. Ódio.





Coisa Estranha

7 08 2009

sentidos

Esses dias meu pai perguntou a minha mãe se ela sentia essa coisa estranha. Essa coisa de pensar, mentalizar e sentir no coração. Sentir forte. Sentir uma vontade de se entregar por inteiro e de ser mais feliz. Sentir uma coisa que não se pode explicar. E eu fiquei pensando nisso, nas nossas fracassadas tentativas de sempre tentar descrever sentimentos. Quando na verdade só precisamos sentir. E eu achei engraçada a maneira que meu pai falou, do poder que nossa mente tem sobre nós. Nossa mente que é literalmente tão pequena comparada ao restante do corpo. Mas basta pensar em alguma coisa, que as respostas do organismo são nitidamente sentidas.

Encontrar determinada pessoa na rua é capaz de fazer o coração disparar. Ele bate tão forte que parece uma bateria de escola de samba, parece que a outra pessoa é capaz de ouvir esse tambor que tem dentro de você. Tudo isso porque, de alguma forma, essa pessoa está posicionada em sua cabeça. Acredito que seja de uma forma boa. E, lembrar de alguma coisa que essa pessoa fez é motivo pra te fazer sorrir o dia inteiro.

Uma ligação inesperada tem a força de um terremoto, parece que o corpo não obedece mais aos seus comandos, o pensamento voa e logo o corpo treme, depois as tentativas de falar  são em vão, porque a voz não sai. Justo você que sempre foi tão tagarela. Um simples e-mail pode te fazer sentir aqueles calafrios que parece ter uma geladeira bem no meio do seu peito, bombeando sangue numa temperatura de -5ºC para todos os lados. Assim como um olhar pode te deixar tão quente, que você chega a perceber seu rosto em chamas, aí todo mundo te olha e diz “não precisa ficar vermelha”, tá bom gente, eu sei que não precisa, não é que eu queira, é que acontece. E você eu não sei, mas eu fico ainda mais vermelha quando falam. Vermelha de raiva.

Às vezes, você lembra daquela pessoa. Dos momentos. Das coisas que viveu. E dá uma saudade, um aperto no peito. Como se tivesse alguém ali, sem dó nem piedade, apertando seu coração com as duas mãos. Mas como sentimos no peito se pensamos na cabeça? Do mesmo jeito que apertamos o botão na parede e a luz acende no teto. Você não precisa tentar entender, muito menos tentar explicar como o eletricista fez. A luz acende, e isso basta.





E vai rolar a festa

3 08 2009

Galera, os novos formandos de publicidade da Estácio estão promovendo três festas com o objetivo de arrecadar verba para formatura. E a primeira delas acontecerá neste sábado na APAER (Rod. Admar Gonzaga, 1347), das 17 h às 23h30. Então, anote aí na sua agenda e bora curtir.

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