Insanidade e cantorias

29 07 2009

post1Deixando de lado os textos bregas e melosos, vamos ao momento jabá da semana.

Nosso amigo Sérgio Filipe (vulgo Serginho ou Moreno Neon) está de volta à blogosfera. Arrisco a dizer que o Dupla em Crise serviu de incentivo para essa retomada. O blog do menino é o Sou Insano e está de cara nova. Novos textos, novo layout, nova hospedagem, porém, o mesmo jeito de se expressar. Lá ele escreve criticas sociais sobre cinema, publicidade e propaganda, rock, um pouco de seus devaneios, com a característica de um humor ácido e, obviamente, insano.  Vale à pena conferir.

Cabeçalho

post2Mudando de assunto e continuando o jabá, nossa amiga-amiga da turma-diretora da app2008/2 e regente Simone (vulgo Si ou Mone) inscreveu no quadro Garagem do Faustão sua amiga Elis, que manda muito bem em matéria de cantar. Muito, mas muito melhor do que esse coral ali da foto ao lado, ta bom meninas, a gente também canta bem, mas não se compara. Nós, formados de 2008/2 tivemos a honra de ter algumas de nossas festas embaladas ao som de Elis e garantimos o potencial. E se você pensa que é alguma regravação está muito enganado (a), é musica própria. Vale à pena conferir também.





Coração gelado

27 07 2009

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Os dias andam tão frios ultimamente. E não há nada pior do que olhar pela janela e ver tudo assim, tão cinza. Ver tudo assim, tão frio. Eu ando tão fria ultimamente, mais do que esse tempo que deixa minhas mãos geladas e sem circulação. Mais do que esse tempo que me dá vontade de ficar quietinha na cama esperando o verão chegar. Mais do que esse inverno que me faz lembrar tantas coisas. Tantas coisas que eu queria e deveria esquecer, como se fosse tão simples e tão fácil. Eu finjo que sei jogar esse teu jogo, mas a verdade é que eu não sei. Nunca soube. E mesmo assim me arrisco a jogar sem ler as regras, afinal, a gente joga há tanto tempo que eu já deveria saber de cor.

Deveria saber que devo me manter fria a cada olhar seu, que devo me manter fria toda vez que me liga, que devo me manter fria também nos dias depois que vai embora. E que devo ser cortante, assim como esse vento que bate no meu rosto todos os dias pela manhã, cortante como o gelo que você coloca na sua dose de wisky com guaraná. Eu deveria saber que, nesse jogo, suas faltas são maiores do que os lances certos. Que depois daquele gol o bandeirinha sempre aponta mostrando o impedimento. E que depois de correr tanto dou de cara com um belo pênalti. Eu deveria saber que é hora de te dar um cartão amarelo ou quem sabe te expulsar no segundo tempo. Sim, eu deveria saber. E eu até sei. Mas a verdade é que acabo perdendo o controle do jogo, um jogo que não tem restart. E te deixo ganhar.

E você sorri como se ganhasse um troféu. E sai de campo com a certeza de que vai me ver na próxima partida. E eu vou bem mais preparada do que eu vim até agora. Dessa vez eu li as regras e juro que vou tentar seguir. Aproveitei esse frio para esfriar os sentimentos que insistiam em queimar aqui dentro. Aproveitei esse inverno para congelar meu coração de forma que ele não mais se derreta pra qualquer fogo que aparece.

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P.S Esse texto foi escrito após uma conversa (trocas de experiências) com a Carol Fernandes. 😉





Invisivelmente presente

23 07 2009

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Hoje eu estava lendo os textos da Tati Bernardi e me impressiono com o poder que ela tem de me descrever em todos eles. Mas hoje, especialmente hoje, o texto me dizia que “mulher gosta mesmo é de uma encrenca.” E aquilo ficou na minha mente de tal forma que me fez pensar em todas as encrencas que já me meti na vida e, obviamente, continuo me metendo. E, claro, mais uma vez ela tem razão. Minha vida sempre foi transbordante de momentos bons. E é aí que mora o perigo. Sempre morou. Nesses momentos que eu quero que durem pra sempre e não passam de quinze minutos. Nesses momentos que eu quero que se repitam e não repete. Nesses momentos que eu decido não querer mais e ainda assim levar adiante. Nesses grandes amores que nem são tão grandes assim. Nessas grandes verdades que eu prefiro esconder. Nessas grandes mentiras que eu prefiro viver. E quando eu acho que já deu o que tinha que dar, que já está bom do jeito que está e que eu posso começar a levar uma vida normal, assim como todo mundo leva,  aí que eu me engano.

Me engano como se conseguisse não fazer doer mesmo sabendo que sou tão fraca, me engano como se conseguisse esconder de mim as coisas que eu mesma faço, me engano com tanta cara-de-pau que, muitas vezes, deixo de acreditar em mim e passo a acreditar em você. E me dou inúmeras razões para deixar de me enganar e você não precisa fazer nada para me fazer ficar. E eu fico. Sempre fico. Fico porque tenho a péssima mania de me contentar com pouco, porque tenho o péssimo hábito de não pensar em mim, porque tenho o péssimo costume de me sentir bem assim. E você chega quando quer com esse dom de entender minhas vontades, mesmo que a minha vontade seja não falar contigo agora. E tem o dom de me fazer sorrir usando as minhas próprias palavras, mesmo que eu as tenha dito prestes a chorar. E tem o dom de ser invisivelmente presente dentro de mim. E vai embora com esse dom de fingir que nada aconteceu, pedindo pra que eu fique bem.

Claro, é muito fácil pedir pra eu ficar bem depois de ver seu telefone tocar milhões de vezes, depois de te ver saindo às pressas e me deixando aqui como sempre faz. Porque na verdade, pedir pra eu ficar bem é só mais uma frase pronta desse seu vocabulário persuasivo que você teima em falar quando se despede. Mesmo sabendo que, pra você, pouco importa se eu vou realmente ficar bem. Depois você volta. Como sempre volta. E por mais que volte com a certeza de que vai ser sempre assim, por mais que eu sempre espere, sempre queira e sempre vá, hoje não foi. Hoje eu broxei com você. E por mais que seja estranho sentir e falar, eu fiquei bem. Uma encrenca sem fim. Ou talvez perto do fim.





Amizade é puro amor

20 07 2009

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Há quem diga que as mulheres quando estão juntas formam um bolo onde o recheio é de falsidade, a cobertura é de interesse e a massa é feita de veneno. Que assim como são lindas e sorridentes pela frente, por trás são verdadeiras cobras, prontas para dar o bote. E muitas vezes são. E muitas vezes não. Nem sempre o motivo de nossos risos e conversas são outras mulheres ou homens. Amigas não precisam de muito para estar felizes, não precisam estar perto para sentir, não precisam falar nada para querer dizer. É intenso o sentimento. É olhar e já saber o que ela pensa, independente se conheceu ontem ou há quatro anos, pois se o santo bateu é impossível não colocá-la na lista das que estão no lado esquerdo do peito.

Há quem diga que amizades verdadeiras são poucas, mas convenhamos que para dizer um absurdo desses a pessoa não deve ter muitos amigos. Ta certo que tem alguns que você convive mais, que fala todos os dias por telefone, gtalk, MSN, Orkut e twitter. Mas não se resume a isso. Também tem aqueles que você quase não fala, mas que está lá. E isso basta. Eu poderia provar que não são poucas e citar aqui todos os que eu carrego comigo, todos que escolhi para andar junto nessa montanha-russa que se chama vida. Porém, ficaria aqui até amanhã, para não correr o risco de esquecer alguém. E se você tem poucos amigos, não me culpe por ser o contrário. E nem pense que é mais um bolo que se forma. Pois o único interesse aqui, é que eles estejam bem, tanto quanto eu.

Há quem diga que amizade entre homem e mulher é puramente pretexto para uma aproximação entre os sexos e para sexo. Cara amiga, se você não tem um homem como amigo, não sabe o que está perdendo. E você homem, se não sabe ter uma amizade com uma mulher, lamento. Diferente de todas as outras, é confiança e proteção. O fato de ela ter dado um sorriso pra você, não significa que ela queira ficar com você. E não é porque ele te olhou, que necessariamente ele vá te cantar. A simpatia ainda existe. E a amizade entre homens e mulheres também. Aqui o único bolo que existe é aquele recheado de alegria, com cobertura de felicidade e a massa é feita de confiança. A base de tudo.
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Mesmo sabendo que amizade não se justifica, eu e o Maikon fizemos uma enquete com nossas amigas Carol, Helô e Lu para saber: O que é amizade para você? E como já era de se esperar com uma janela de MSN e todos falando ao mesmo tempo, o assunto rendeu muitos risos na frente do computador. Olha o que responderam:
É ter vontade de tomar cerveja todo dia com as amigas;
É felicidade, cumplicidade, festa;
É ser parceiro em todas as horas, é rir até nos momentos mais difíceis;
É saber tocar a canção do seu coração, quando você esquecer a letra;
É saber de todos os teus segredos, mesmo sendo os mais cabulosos;
É tocar AQUELA música no bar, olha pra ela e sair correndo pra frente do palco;
É lembrar da pessoa quando toca “aquela” música independente da hora e do local que você esteja;
Meus amigos são meus alicerces;
É ligar bêbada quando toca: borboletas sempre voltam e o seu jardim sou eu!;
É ligar bêbada quando toca: lalaiá laiá laiá laiá laia;
É beber todas e sair beijando as amigas;
É poder abraçar seu amigo e dizer “me empresta 50 reais”;
É cair uma por cima da outra e não derramar a cerveja;
É beber nas calçadas;
É ficar falando “nada” no MSN com 4 amigos num domingo a noite se matando de rir;
Amigo é aquele que chega quando todo mundo já se foi;
É falar em códigos coisas que só vocês entendem;
É achar a maior graça quando não tem graça só pelo fato de estar feliz com a companhia daquelas pessoas;
É aquele que pega o bonde andando e quer sentar na janela;
É aquele que mesmo quando acaba a cerveja não acaba a amizade;
É aquele que quando acaba a cerveja, enche o seu copo!;
É aquele que te ensina a beber cerveja quando você só bebe caipirinha de vinho;
É aquele que paga uma rodada de cerveja;
É aquele que integra grande parte do álbum do orkut do teu lado com o copo de cerveja na mão;
É sair de casa sem dinheiro e mesmo assim voltar bêbado;
É fazer um escândalo quando você chega;
É pegar um socador de caipirinha e fazer uma dupla com você;
É fazer pipoca e oferecer pros outros no MSN;
É aquele que faz conferencia em outra janela, porque você não consegue mais entrar na que estava;
É aquele que abafa o caso;
É aquele que revela seus nicks do chat da UOL;
É aquele que alegra a noite de domingo dos seus outros amigos;
É comprar convite de show e dar de presente;
É esperar até 00h pra dar feliz dia do amigo.

Para mim, amizade são todas essas verdades, bobagens e muito mais. É um compromisso assim como qualquer outro. É puro amor.

Agora diz aí, o que é amizade para você?





Pout-Pourri

16 07 2009

notas-musicais

Nando Reis tem dessas de compor pra te fazer chorar, pra te fazer pensar, pra te fazer lembrar. Eu aqui no auge da minha nostalgia, não consigo parar de ouvir, e fico a imaginar quantas vezes eu tentei fugir, pra longe ou pra perto não importa o lugar, eu só queria poder ir. Ir sem rumo, sem caminho e sem volta. Talvez eu voltasse, pois confesso que não consigo ficar longe por muito tempo. Talvez eu voltasse, pois também não consigo ficar perto por muito tempo. Talvez eu voltasse pra falar tudo o que eu não falei, fazer tudo o que eu não fiz ou simplesmente porque por lá eu não vou me adaptar.

Então eu ficaria aqui, e esperaria o tempo passar sem me dar conta, mas e daí? Quem vai se importar? Me diga! Ou não diga nada, pois eu não quero saber de coisas que já passaram e nem do que ainda não passou, não quero mais dizer que pra você guardei o amor e nem quero mais andar por onde andei. Resolvi que vou mudar e até já comecei, de agora em diante vai ser tudo tão diferente e dessa vez você pode acreditar. Vou fazer uma faxina no quarto, jogar fora aquele velho All Star, arrumar a cama e abrir a janela, vou trocar tudo de lugar.

E não adianta perguntar quem vai dizer tchau, porque antes mesmo de responder eu já saí. Fui embora de mãos dadas com a saudade, eu e a felicidade, cantarolando qualquer canção. Qualquer uma que não me fizesse lembrar, qualquer uma que não me fizesse chorar, qualquer uma que não me fizesse pensar. E cantei bem alto e sem medo pela estrada ladrilhada que quando criança eu passei, e se quer realmente saber, o mundo é bão Sebastião. Só você não vê.





Happy Birthday to You Kelly!

10 07 2009

Postblog

 

Quatro anos pela frente, uma turma de calouros, uma menina que gosta de redação, um menino que curte direção de arte, uma dupla começa a ser formada. Lembro que tudo começou mais ou menos assim.

Lembro de nossos primeiros trabalhos em sala, nossas primeiras e poucas ideias que aos poucos foram se tornando várias ideias.

Lembro de nossas madrugadas de brainstorm online, de nossas discussões para encontrar uma chamada criativa e um layout legal.

Lembro de nossos divertidos almoços diários e passeios pelo centro antes de ir para a estressante tarde de trabalho.

Lembro do job mais ousado que fizemos até hoje, se é que podemos chamar aquilo de ousado, e que segundo o professor até valeu como um exercício de criatividade, porque veicular aquilo… jamais!

Lembro de nossas aulas de fotografia, que enquanto a professora passava conteúdo, a gente tirava fotos, afinal aula de fotografia é para tirar foto.

Lembro das conversas nas aulas de uma professora que só queria falar sobre história da arte, e pasmem, não sei por que motivo ela sempre nos mandava explicar o que tínhamos entendido. Lembra do tal quadro sem perspectiva? Esse vai ficar na memória.

Lembro de quando eu tentava sentar no outro lado da sala só para não conversar pelo menos um dia, mas não adiantava, a Kelly fazia questão de puxar a cadeira e sentar do meu lado.

Lembro de quando a dupla se separou, você foi para a noite e eu fiquei de manhã, mas eu sabia que isso não iria durar muito tempo, logo fui para a noite também.

Lembro de ter comemorado juntos o meu dez no TCC, o seu dez no TCC e nosso dez na campanha.

Lembro de ter sido amigo, companheiro e psicólogo nos momentos mais difíceis.

Lembro de tudo como se fosse ontem.

Lembro de tudo como se fosse hoje.

Lembro de tudo como se fosse agora.

Lembro de como faria tudo de novo amanhã, depois e depois.

Quatro anos se passaram, alegrias foram compartilhadas, tristezas foram consoladas, amizades foram desperdiçadas e uma dupla foi conquistada.

Minha pequena e grande dupla, te desejo toda a sorte do mundo e muito mais, e saiba que uma dupla não se cria, uma dupla se conquista, uma dupla é feita para o que der e vier, assim é uma dupla em crise.

Parabéns e um grande abraço do seu eterno amigo Maikon.





HQzando

7 07 2009

Momento jabá.
Vai rolar um curso de HQ (história em quadrinhos) na Faculdade Estácio de Sá a partir do final de julho. E se você é, ou foi, aluno de publicidade, deve saber muito bem quem vai ministrar este curso. O Bat-Diego Moreau juntamente com Zé Mathias e Davi Leon Dias. As inscrições já estão abertas e mais informações você confere aqui.

Cartaz curso