Um cliente. Uma campanha. Dois formandos.

15 04 2009

 

Há um ano (7ª fase) eu e o Maikon deveríamos escolher o cliente para a campanha de conclusão de curso. E escolher um cliente nessa altura do campeonato onde a única coisa que se ouve é TCC, é quase tão difícil quanto escolher o vestido da formatura. Precisávamos de um cliente acessível, com R$ 200.000,00 de verba, para talvez tornar mais “fácil” essa ultima etapa. Desde o começo pensei no Gesoni Pawlick (aquele que tem a loja no shopping Iguatemi, sabe?), pelo fato de ter contato direto com o cidadão. Conversei com o Maikon, na hora ele adorou a ideia, ficou bem animado, mas logo veio aquele otimismo todo que só ele tem, e disse:

– Será? Será que o Gesoni vai topar? Será que ele vai querer? Acho que ele não vai querer, ele nem anuncia!

Tudo bem. Não respondi, vai que ele não quisesse mesmo. Dias depois Maikon vem falar comigo:

– Kelly, pensei na Nextel!

– Hãn?

– Pra campanha!

– Por que Nextel?

– Porque a tia-da-vizinha-da-cunhada-da-amiga trabalha lá.

Respirei fundo e tratei de mexer meus pauzinhos. Gesoni tinha que aceitar. E aceitou. Fomos lá tirar o briefing, o cliente parecia irreal. Se colocou em total disposição. Então, já tínhamos o cliente, as informações, agora era hora de trabalhar. E trabalhamos. Assim foi o ano inteiro, divididos entre TCC e campanha, conciliando horários, ideias e pensamentos. Correndo atrás de conceito, tema, modelo, cenário, fotógrafo, produção e afins. Cansados. Vimos o trabalho todo chegar ao fim. Entregamos e esperamos ansiosamente a apresentação. Mãos suando, coração acelerado, sangue correndo frio, nossa hora de ir enfrentar a banca formada por Robson Vicentin (que nos aturou o semestre inteiro, acompanhou cada passo, cada mudança, cada stress), Nicolas Caballero (que desde o início adorou nossas ideias) e Diego Moreau (convidado). Apesar do nervosismo que consumia a dupla criadora, tudo ocorreu perfeitamente bem. O resultado não poderia ser melhor. Ou poderia, se além da banca o cliente também gostasse.

Hoje, depois de tanto tempo, fomos no Gesoni apresentar a ele. E o nervosismo bateu de novo, quem sabe até mais do que antes. E tudo ocorreu bem de novo, quem sabe até melhor do que antes. Ele amou. Achou tudo lindo e maravilhoso. E foi extremamente gratificante ouvir suas palavras. E nos sentimos extremamente orgulhosos do nosso “primeiro” filho.

 

cam