Você disse Hellmann’s?

28 04 2009

 

Hoje é terça e hoje tem Toma Lá Dá Cá. Hoje faz uma semana que a maionese Hellmann’s fez seu merchandising no programa global e até então não se fala em outra coisa. A cara do Mário Jorge (Miguel Falabela) dizendo “Você disse Hellmann’s?” foi hilário. Acredito que a maionese em questão foi muito feliz ao anunciar ali, pois em todo lugar que vou sempre tem alguém imitando um dos personagens. Já recebi o vídeo por e-mail, já vi comentários no orkut, no twitter e até na festa da turma tinha gente lembrando que uma colher tem apenas 40 calorias. Mas e agora, será que outros produtos vão aproveitar este espaço para anunciar seus diferenciais? Veremos!





Vamos a bailar?

25 04 2009

 

Onde já se viu um Blog em dupla que “o dupla” nunca aparece, quer dizer, nunca posta. Bom, hoje pedi permissão para minha dupla Kelly, pois queria falar sobre um grande evento que estará acontecendo em Florianópolis de 30 de abril a 03 de maio: o Baila Floripa – VIII Mostra de Dança de Salão de Florianópolis. Talvez muita gente não saiba o que é, mas o pessoal que é ligado no mundo da dança e que admira a dança de salão de alguma maneira, conhece ou já foi no espetáculo.

Alguém deve estar se perguntando: por que um post sobre dança de salão num blog que geralmente fala de publicidade?

Primeiro, foi pela proposta que recebi para fazer toda a parte de divulgação do evento. Semana passada. Meu grande amigo e presidente da ACADS (Associação Catarinense de dança de salão), me fez a proposta e não pensei duas vezes, agora estou aqui me virando nos 30, criando e pirando o cabeção. Sobre as peças de divulgação, foram criados dois flyers com a programação completa dos quatro dias de evento para enviar por Orkut, um anúncio para o Diário Catarinense divulgado as três noites de espetáculo, outdoor e folder para ser entregue nos dias de espetáculo.

Segundo, é pelo fato de sempre ter participado do Baila Floripa, dançando com meus antigos grupos de dança. Sim antigos, pois em 11 anos de dança já perdi as contas de quantos grupos passei. É mais ou menos como a vida de um publicitário, você está numa agência, mas não está satisfeito, acaba recebendo outras propostas que depois de analisadas, vê o que é melhor para você, e acaba mudando. Dançar em grupos de dança é assim, cada grupo é um aprendizado diferente, é uma rotina diferente, onde cada nova coreografia é como se fosse criar uma nova campanha.

Agora voltando ao Baila Floripa, é uma mostra de dança de salão onde participam grupos de dança do Brasil e do exterior. Esses grupos enviam vídeos onde passam por uma seleção. Mas o evento não é só o espetáculo, ele também conta com bailes e workshops de dança durante os quatro dias. Além disso, o Baila Floripa conta com o “Concurso de duos”, onde o casal que tirar em 1º lugar leva como prêmio R$ 1.500,00 + 2 pacotes para o Baila Costão (outro evento de dança) + três dias de hospedagem no Costão do Santinho Resort. Legal, né? Ficou com vontade de participar? Então comece a treinar e faça já sua inscrição!

 

Maiores informações: www.bailafloripa.com.br

 

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Anúncio Baila Floripa para o Diário Catarinense

 

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Flyers divulgação Orkut: programação do evento e concurso duos

 





Um cliente. Uma campanha. Dois formandos.

15 04 2009

 

Há um ano (7ª fase) eu e o Maikon deveríamos escolher o cliente para a campanha de conclusão de curso. E escolher um cliente nessa altura do campeonato onde a única coisa que se ouve é TCC, é quase tão difícil quanto escolher o vestido da formatura. Precisávamos de um cliente acessível, com R$ 200.000,00 de verba, para talvez tornar mais “fácil” essa ultima etapa. Desde o começo pensei no Gesoni Pawlick (aquele que tem a loja no shopping Iguatemi, sabe?), pelo fato de ter contato direto com o cidadão. Conversei com o Maikon, na hora ele adorou a ideia, ficou bem animado, mas logo veio aquele otimismo todo que só ele tem, e disse:

– Será? Será que o Gesoni vai topar? Será que ele vai querer? Acho que ele não vai querer, ele nem anuncia!

Tudo bem. Não respondi, vai que ele não quisesse mesmo. Dias depois Maikon vem falar comigo:

– Kelly, pensei na Nextel!

– Hãn?

– Pra campanha!

– Por que Nextel?

– Porque a tia-da-vizinha-da-cunhada-da-amiga trabalha lá.

Respirei fundo e tratei de mexer meus pauzinhos. Gesoni tinha que aceitar. E aceitou. Fomos lá tirar o briefing, o cliente parecia irreal. Se colocou em total disposição. Então, já tínhamos o cliente, as informações, agora era hora de trabalhar. E trabalhamos. Assim foi o ano inteiro, divididos entre TCC e campanha, conciliando horários, ideias e pensamentos. Correndo atrás de conceito, tema, modelo, cenário, fotógrafo, produção e afins. Cansados. Vimos o trabalho todo chegar ao fim. Entregamos e esperamos ansiosamente a apresentação. Mãos suando, coração acelerado, sangue correndo frio, nossa hora de ir enfrentar a banca formada por Robson Vicentin (que nos aturou o semestre inteiro, acompanhou cada passo, cada mudança, cada stress), Nicolas Caballero (que desde o início adorou nossas ideias) e Diego Moreau (convidado). Apesar do nervosismo que consumia a dupla criadora, tudo ocorreu perfeitamente bem. O resultado não poderia ser melhor. Ou poderia, se além da banca o cliente também gostasse.

Hoje, depois de tanto tempo, fomos no Gesoni apresentar a ele. E o nervosismo bateu de novo, quem sabe até mais do que antes. E tudo ocorreu bem de novo, quem sabe até melhor do que antes. Ele amou. Achou tudo lindo e maravilhoso. E foi extremamente gratificante ouvir suas palavras. E nos sentimos extremamente orgulhosos do nosso “primeiro” filho.

 

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Dúvida cruel

13 04 2009

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E a gente passa quatro anos na faculdade a fim de encontrar a resposta que todos perguntam: “o que você vai ser quando crescer?”. E você chega lá com uma imensa dúvida, sem saber se é o curso certo, sem saber se vai gostar. E vai conhecendo cada setor do que escolheu, e vai se identificando em várias partes, e vai percebendo pessoas com ideais semelhantes aos seus. E termina o curso com a certeza que fez tudo certo, que aproveitou cada momento. Mas talvez a resposta daquilo que te perguntaram quando era criança, não tenha encontrado.

Não que não tenha gostado, mas talvez por ter gostado de mais. Ter gostado de tudo. Mas na hora de decidir não sabe dizer. Não sabe o que quer. Não sabe como quer. E eu pergunto pra muitos formandos e formados, qual área vão seguir? E eles não sabem. E eu não sei. E admiro aqueles que sabem. Que respondem com convicção, com a certeza de que é aquilo e nada mais.

Eu sei o que eu gosto e sei o que eu não quero. Eles também.

Eu sei que gosto de redação, mas que talvez como planejamento eu tenha mais talento.

Eu sei que ele gosta de direção de arte, mas acredita ser melhor como mídia.

Eu sei que ela gosta de criação, mas se inscreveu numa vaga de atendimento.

Eu sei que ela trabalha de atendimento, mas busca uma vaga na produção.

Eu sei que ela faz administração, ama publicidade e sonha em fazer veterinária.

Eu sei que eu não sei se essa dúvida é comum, mas que fico aliviada em saber que não sou só eu. E sei que quando esse povo todo encontrar a resposta eles vão dar o melhor de si, assim como darei o melhor de mim.





Terceira Geração

9 04 2009

E a tecnologia utilizada pela telefonia móvel chegou à terceira geração. A primeira foram os celulares analógicos e a segunda os digitais. Assim, as operadoras declaram guerra entre si a fim de chamar atenção do público-alvo, no caso, eu e você. E é muito legal ver os meios diferentes encontrados para comunicar a mesma coisa e, ao mesmo tempo, são tantas informações a serem passadas em 30 segundos que escolher a melhor maneira se torna, muitas vezes, mais difícil do que escolher a própria operadora.

No que se refere aos serviços oferecidos pela tecnologia 3G podemos citar a internet banda larga e a vídeo-chamada, talvez esses sejam os principais diferenciais que estão sendo divulgados para um público que busca cada vez mais os serviços tecnológicos. Utilizar crianças, cachorro e humor (de qualidade) para se fazer propaganda é sucesso na certa, já dizia o Palermo. Pois, querendo ou não, nada melhor que esses três itens para mexer com o emocional do consumidor.

O comercial abaixo nos mostra exatamente isso, chamar a atenção do consumidor por suas emoções, divulgando a tecnologia 3G, focando na vídeo-chamada como diferencial.





Essa tal de faculdade

7 04 2009

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E eu cheguei lá, como quem chega numa festa de aniversário sem ser convidada, sem conhecer ninguém, sem conhecer o aniversariante. Cheguei tímida, envergonhada, de cabeça baixa, entrei naquela sala que estava vazia e esperei. Conforme os minutos passavam aquela sala vazia começava a se encher, e o que era enorme se tornou pequeno. Era tanta gente, gente estranha, gente maluca, gente que eu nunca havia visto antes e que eu não imaginava conhecer um dia. Era o meu primeiro dia na faculdade. Ainda lembro bem de como analisei cada pessoa ao entrar. Esse parece ser legal, essa parece ser metida, aquele ali é “filhinho de papai” e por aí vai. E não imaginava como seria bom estar ali. E não imaginava me apegar a tanta gente diferente, de maneiras diferentes, de sentimentos diferentes.

Teve aquela que eu vi chegando junto comigo e não fazia ideia de que poderia ser da minha turma, achei ela meio hippie, usava um lenço no cabelo e uma pasta vermelha. Depois a vi entrando na sala e achei meio tímida, meio cdf, meio na dela. Com o passar do tempo vi que era esforçada, dedicada, responsável e parceira pro que der e vier.

Teve aquele que conheci bem no começo, quanto mais o tempo passava, mais eu me sentia bem ao lado dele, porque tínhamos personalidades parecidas, porque a gente se dava bem, porque era muito além do que um simples colega de classe. Aquele que mesmo na fossa encontrava motivos de piadas, e riamos durante as madrugadas, porque depois de um dia cansativo era difícil nos manter acordados, e era difícil pensar, e era difícil criar. E mesmo assim, permanecíamos ali, sorrindo querendo chorar, acordados querendo dormir. Me lembro das vezes que quisesse me matar por eu ser detalhista de mais, e das vezes que eu mandei você se ferrar por não ouvir os meus “detalhes”. Mas depois já estava tudo bem, a história já era motivo de risos e a nossa amizade é motivo de alegria.

Teve aquela que chegou no meio do curso, chegou de mansinho e foi se aproximando cada vez mais. E eu fiquei com raiva, ciúmes, ódio mesmo de vê-la ali. Ali do meu lado sem me conhecer, puxando assuntos sem eu querer. Porque era verdade, eu simplesmente não queria dividir a atenção que, até então, era só minha. Eu não queria dividir o braço e o abraço que eram meus. Nós estávamos tão bem assim, não precisávamos de mais uma. Fui egoísta. Mas ela não desistiu, persistiu ficar ali do meu lado. E foi bom. Foi bom porque percebi nela qualidades minhas, porque percebi nela defeitos meus, porque percebi nela uma pessoa extremamente igual a mim. E foi bom. Deixei o egoísmo de lado e construí uma amizade. Aquela que parece que sempre esteve ali, que parece ser de infância mesmo não sendo.

Teve aqueles que conheci por ultimo, esses são um bocado. Parecia que eu estava começando do zero novamente e, ao mesmo tempo, parecia que eu os conhecia há séculos. Acho que de tudo o que vivi lá dentro, esta foi à melhor fase. E eu estava feliz por fazer parte. Tudo se tornava e se torna legal ao lado desse povo todo. Foi sem sombra de dúvidas a minha melhor turma.

Teve aqueles professores calmos, estressados, chatos e que colocam medo. Mas também teve aqueles super legais, que ajudam de mais, que incentivam de mais. Teve aquele que nada estava bom pra ele, pelo simples fato de acreditar no potencial, porque ele conhecia cada um e sabia da capacidade de fazer coisas melhores. Teve aquele que chama todas as meninas de “pequena” e morre de orgulho de seus alunos, e apóia, e quer te ver vencendo, e te conforta, e te mostra o caminho. Teve aquele com espírito de aluno, meio nerd, que é amigo de todo mundo, que dava job toda semana e te colocava a trabalhar. Teve aquele que sabe tudo de agência que mostrava a realidade, contava as histórias mais absurdas e mais legais desse ramo, que passava seu conhecimento, suas experiências em forma de cases e making of. Teve aquele com conhecimento de mercado imbatível, que sabe de cor cada movimento que acontece lá fora, que passa o dia inteiro analisando prateleiras de supermercado e que tem uma tranquilidade absurda enquanto a gente tá quase surtando. 

E eu? Eu me sinto lisonjeada de ter conhecido essa gente doida. De ter aprendido tanto. Eu me sinto lisonjeada de ter ido parar naquele curso por acaso e de ter adorado cada segundo, cada minuto, cada instante lá dentro. Eu me sinto lisonjeada por ter feito valer a pena. E faria tudo novamente só pra conhecer toda essa gente.





A crise

5 04 2009

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Ultimamente não se fala em outra coisa além da crise mundial e os meios que serão utilizados por Barack Obama para tentar combatê-la. Quando pensamos em crise é porque alguma coisa não está dando certo, isso é fato. Não só na economia, mas em todos os lugares, em todas as profissões, com todas as pessoas. E, assim como Obama, vamos buscando soluções para findar essa crise que nos rodeia.

Mas o que é crise afinal?

Segundo o Aurélio é uma “fase difícil, grave, na evolução das coisas, dos sentimentos, dos fatos. Ponto de transição entre uma época de prosperidade e outra de depressão”. É, isso mesmo. E quem já não passou por momentos assim onde estava tudo bem e, de repente, deu de cara com ela ali, sorrindo em sua frente. Quando eu digo que ela está em todos os lugares, acreditem, pois ela está mesmo.

Está presente nas melhores famílias e nas piores também, e de variadas formas. Crise de pais e filhos, crise de casal, crise financeira e etc. São tantas que, às vezes, mal acaba uma já inicia outra. Às vezes passam rápido, às vezes não. Falando em crise de casal, quem já não teve uma crise de namoro? Aquelas que aparecem do nada só para atormentar a felicidade reinante entre os pombinhos. Geralmente vem acompanhada de outras como crise de ciúmes, crise de carência afetiva, crise de possessividade. Pois é, conviver com pessoas que gostamos, muitas vezes, é mais difícil do que com as que não gostamos.

Em casa, na escola, na faculdade ou no trabalho, tudo tem o seu momento de tensão. As amizades e as duplas de criação também. Nem sempre meu texto o agrada, assim como, nem sempre seus layouts me agradam. Ele diz que não gostou das minhas chamadas, reformula minhas frases e muda as minhas palavras. Eu digo pra ele colocar a logo mais pra baixo, o texto mais pro meio, trocar a cor da fonte ou até mesmo, trocar a fonte. E o resultado final fica maravilhoso, porque a dupla pode estar em crise, mas a amizade não.

O prêmio - 2ª melhor campanha de conclusão de curso.

O prêmio - 2ª melhor campanha de conclusão de curso.